quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Übermensch

A vida pra mim é um mistério, "Por que estou aqui?", "O que eu tenho que fazer?", "O que eu faço realmente importa?", "As pessoas se importam?", "As pessoas importam?".

Eu olho pro mundo e vejo um mundo mutante e também aleijado, vejo um mundo inseguro, vejo um mundo indigesto.

Essas questões se comportam como um tornado na minha cabeça, o olho dele sendo eu. As coisas me rodeiam o tempo todo mas parece que eu nunca consigo realmente tocá-las. Eu vejo pessoas se amando, pessoas se odiando, pessoas sábias, pessoas idiotas, morte, vida, beleza e feiura mas nada disso encosta em mim. Por que eu não posso me agarrar a uma desgraça qualquer e viver algo real?

As pessoas vivem aparecendo e sumindo das minhas vistas, pessoas lindas que eu não consigo amar e pessoas feias que eu não consigo odiar, as vezes meu coração parece querer explodir, não por amor ou ódio, mas simplesmente por decepção ao se sentir tão distante. Eu sinto pelas pessoas que esperam algo de mim que eu nunca pude dar, eu sinto pelas vezes que dei algo a pessoas que não mereciam, e sinto muito mesmo porque sei que bem não estou fazendo ao mundo assim (se é que existe algum bem).

Então muitas outras perguntas surgem: "O que fazer pra viver melhor?", "Meu objetivo é viver melhor?", "A chave sou eu?", "Devo eu buscar satisfação pessoal?". E cada vez mais o tornado vai se tornando maior.

Será que existe mesmo beleza no caos?

Passei de bebê chorão pra moleque mimado, de moleque mimado pra menino emburrado, de menino emburrado pra garoto questionador, de garoto questionador pra jovem insatisfeito, - e finalmente - de jovem insatisfeito a adulto indiferente. Temo ser um ciclo. (Alguns já me veem na próxima fase, hehe)

Já que me enquadrar nunca foi fácil e nunca pareceu uma saída boa, tá na hora de subir a escada ou até mesmo construir novos degraus, tá na hora de ser mesmo diferente, assumir e melhorar isso.

No mais, acho que é hora de mim, hora de ficar forte, inquebrável, hora de fechar meu corpo pra coisas ruins. Hora de fortalecer a mente e o corpo e ter foco. Hora de esquecer o passado e montar um futuro de força, um futuro distinto.

Acho que tá na hora de superar os velhos hábitos, os velhos conceitos, as velhas morais, os velhos costumes.

3 comentários:

  1. Você escreve bem, devia por isso em prática. Só não entendi o "super-homem" lá em cima!

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    1. Obrigado!
      Mas não acho que eu escreva bem, infelizmente... ahaha A prática ajuda, to tentando escrever mais, talvez melhore. =]

      O super-homem é uma teoria do Nietzsche que diz que nós não somos a espécie final - digamos assim - e sim uma ponte. O ser humano na verdade é uma passagem, o ser que prepara o terreno para o "super-homem", que seríamos nós evoluídos, que seria alguém ou "alguéns" que conseguem superar as velhas amarras, os velhos hábitos, conceitos, preconceitos, morais e leis ultrapassados.

      Ou seja, estamos aqui ainda aprendendo e vivendo muito imperfeitamente, somos uma passagem e não o ser final.

      Espero que tenha ficado claro, ahaha, as vezes é difícil explicar algo, ainda mais quando é de um grande filósofo/escritor. E na verdade essa é apenas a minha interpretação.

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  2. Sim, ficou claro, só não tinha assimilado seu texto com a teoria de Nietzsche. É uma boa teoria, que pena que de acordo como eu entendi, Nietzsche considerava só ser possível esse estágio, para alguns indivíduos e não para a humanidade em si.

    Acredito que um mero ser humano possa superar os velhos conceitos e morais, mas sempre com a ajuda da coletividade.

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