domingo, 8 de setembro de 2013

A humildade de pensar

Eu me amarro em discutir sobre basicamente qualquer coisa e principalmente sobre assuntos relacionados à sociedade, cultura, mundo, natureza, comportamento, ciência, mistérios da vida e etc.

Basicamente todas as vezes que saio com meus amigos rola uma discussão acalorada, e essas experiências me fizeram refletir sobre algo: existem as pessoas que tem humildade de pensar e as que não.

Claro que, durante uma discussão é sempre complexo analisar esse tipo de comportamento, porque no calor do momento existem muitas outras variáveis: ego (que considero a principal), falta de informação e dificuldade em expor argumentos são algumas delas.

Mas voltando, por que eu acho que pensar é um ato de humildade? É preciso admitir estar errado para pensar, é necessário se botar no seu lugar e você necessariamente tem que estar disposto a mudar de opinião e as vezes até de atitude. E isso, amigo, é difícil pra caralho! É difícil porque socialmente - essa é a minha opinião (que pode mudar, haha) - o cara tem que ser o mais fodão, o cara tem que ser o certo, ele tem que ser o maior e o melhor. Mas será que tem necessidade?

Olho para o mundo e reparo em tudo que considero errado, e sempre, em todas as minhas viagens mentais eu chego à conclusão de que o problema atual do ser humano é a insegurança (e esse é um assunto para reflexão), e essa eu quero longe de mim! Tomei essa decisão, quero ter humildade de pensar, humildade pra errar, mudar de ideia e também de atitude.

O problema desse esquema se deve ao fato de ser difícil sair das amarras, é difícil conviver num lugar onde a maioria acha bonito se impor... Você se isola, você magoa as pessoas, você vive só. E tudo isso piora se você for péssimo ao se expressar com as palavras, como é o meu caso.

Eu só gostaria de um pouco mais de humildade nesse mundo, eu gostaria de olhar pra pessoa, discutir e ver que por mais que seja difícil ali no momento, que ela chegue em casa e faça uma reflexão. Eu gostaria que as pessoas olhassem para si e se fizessem críticas, que aceitassem que podem estar erradas e que procurem melhorar. Eu gostaria de mais reflexão nesse mundo, não é possível ainda que um cara que tá jogando spray de pimenta na cara de gente pacífica ainda o faça com orgulho, isso é inadmissível num mundo de tantas riquezas, onde todos poderiam ter tudo.

Reflexão! Pegar uns trinta minutos do dia e pensar com humildade só vai fazer bem para todo mundo.

E se alguém aqui (tem alguém aqui?) já se magoou com alguma opinião precipitada que eu tive, me desculpe, provavelmente se eu notei e percebi estar errado eu não farei de novo e se eu não notei, por favor me faça notar!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Übermensch

A vida pra mim é um mistério, "Por que estou aqui?", "O que eu tenho que fazer?", "O que eu faço realmente importa?", "As pessoas se importam?", "As pessoas importam?".

Eu olho pro mundo e vejo um mundo mutante e também aleijado, vejo um mundo inseguro, vejo um mundo indigesto.

Essas questões se comportam como um tornado na minha cabeça, o olho dele sendo eu. As coisas me rodeiam o tempo todo mas parece que eu nunca consigo realmente tocá-las. Eu vejo pessoas se amando, pessoas se odiando, pessoas sábias, pessoas idiotas, morte, vida, beleza e feiura mas nada disso encosta em mim. Por que eu não posso me agarrar a uma desgraça qualquer e viver algo real?

As pessoas vivem aparecendo e sumindo das minhas vistas, pessoas lindas que eu não consigo amar e pessoas feias que eu não consigo odiar, as vezes meu coração parece querer explodir, não por amor ou ódio, mas simplesmente por decepção ao se sentir tão distante. Eu sinto pelas pessoas que esperam algo de mim que eu nunca pude dar, eu sinto pelas vezes que dei algo a pessoas que não mereciam, e sinto muito mesmo porque sei que bem não estou fazendo ao mundo assim (se é que existe algum bem).

Então muitas outras perguntas surgem: "O que fazer pra viver melhor?", "Meu objetivo é viver melhor?", "A chave sou eu?", "Devo eu buscar satisfação pessoal?". E cada vez mais o tornado vai se tornando maior.

Será que existe mesmo beleza no caos?

Passei de bebê chorão pra moleque mimado, de moleque mimado pra menino emburrado, de menino emburrado pra garoto questionador, de garoto questionador pra jovem insatisfeito, - e finalmente - de jovem insatisfeito a adulto indiferente. Temo ser um ciclo. (Alguns já me veem na próxima fase, hehe)

Já que me enquadrar nunca foi fácil e nunca pareceu uma saída boa, tá na hora de subir a escada ou até mesmo construir novos degraus, tá na hora de ser mesmo diferente, assumir e melhorar isso.

No mais, acho que é hora de mim, hora de ficar forte, inquebrável, hora de fechar meu corpo pra coisas ruins. Hora de fortalecer a mente e o corpo e ter foco. Hora de esquecer o passado e montar um futuro de força, um futuro distinto.

Acho que tá na hora de superar os velhos hábitos, os velhos conceitos, as velhas morais, os velhos costumes.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Fogo?


Vivo em meio a esse passado... Não apenas meu, como do mundo.
Passado sendo velho e velho sendo passado, carros velhos, vida velha, cabeça velha, o que se fazer num mundo onde todo dia tudo é novo?
Não que se adaptar seja difícil, o difícil é gostar,
Como não se apegar ao passado quando se tinha fogo e terra?
Era tudo tão fácil, tão seguro, tão mais simples e bonito, mas eu, como sempre, no passado.
Fogo foi minha vida e eu mandei terra abaixo, o apaguei de onde eu mais precisava.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Distopia

Num mundo onde carro, dinheiro, mau comportamento, manipulação, artificialidade, corrupção, humilhação e afins são mais atraentes para as pessoas do que sinceridade, honestidade e respeito ao próximo eu certamente não sei o meu lugar.

Enfim, vivo eu preso em minha distopia particular.

Sorte a minha ter aparência nesse mundo de aparências.